
A Substituição.
E quando a ignorância substitui os princípios éticos e a própria racionalidade? Estamos na era que a palavra perdeu seu valor, pois a grande maioria das pessoas trocou seus valores pelos resultados (R$). Passamos a não confiar, a documentar cada vez mais, a vigiar cada vez mais, a procurar o que nem se sabe cada vez mais, seríamos reféns do capitalismo? Possivelmente sim, mas será que é somente isso? Ou será que nossa mente tomou o poder de tudo, achando que entende e domina todas as áreas?
A sua mente racional nunca conseguirá medir o esforço que é necessário para se produzir um sorriso puro, um momento leve e bom, pois isto não se pode medir, pode apenas sentir. O hoje prega que para tudo há um motivo ou alguma explicação, se for assim, peço que me explique onde nasce o vento, é no movimento de translação ou rotação da terra? É o próprio espaço? A lua? O esquenta e esfria? Podemos sim entender e devemos entender uma parte do universo, mas existe uma parte maior ainda: a do sentir.
O que mais usamos hoje é conhecimento do mundo, que é do mundo, esse conhecimento está sendo empregado nas relações humanas, olhando o outro como alguém já suspeito, aguardando o pior deste encontro. Lógico que as experiências da vida, nos levam a muitos aprendizados, mas nada será igual, por isso é importante saber que não posso me fechar frente às decepções, pois ainda acredito que os bons são a maioria, pois estamos ainda em batalha.
Na real situação, estamos apenas nos tornando ilhas isoladas, pois a ignorância que é semente de vários frutos, está mais em evidência entre muitos, posso até exemplificar: quem compra e não paga, quem promete e não cumpre, quem negocia e não entrega, quem se corrompe, quem faz ao outro mas não aceita que fazem contigo, quem te leva sempre para baixo, quem não busca melhorar seu lado sombrio, quem mais traz trevas que luz, quem usa seus dons e habilidades apenas por conveniência, protege os queridos e ataca a troco de nada quem não tem a mesma filosofia.
Os frutos podres desta semente são: desavenças, brigas, discórdias, ciladas, perdas, danos, marcas profundas, regresso, retrocesso, congelamento, manipulação, seitas, pensamentos sombrios, falta de atitudes positivas, falta, muita falta de luz, estresse, raiva, perseguição, depressão, ansiedade, cansaço, desmotivação, uso inadequado da inteligência, das amizades, dos contatos, enfim, a morte em todos os sentidos, e a pior dela é morrer estando em vivo.
Desde cedo e até hoje, aprendemos a sempre respeitar o próximo, ser gentil com todas as pessoas e em especial as em situação de vulnerabilidade, entender o tempo das coisas e das pessoas e não atropelar nada e ninguém. Fico me indagando: quando foi que esquecemos disto? Sendo reféns do nosso próprio castelo construído para proteger e que hoje está nos matando aos poucos, nos impedindo de até pedir ajuda, poderia até se tornar título de filme “Alimentando o Inimigo”.
A ignorância infelizmente substitui a ética, e se você não for capaz de parar, ela vai substituindo tudo de bom que encontrar pela frente, até não sobrar mais nada a não ser você como hospedeiro em estado mórbido.
Bons negócios!
Obermayer Júnio
Quanto mais os telescópios se desenvolvem, tecnologia e descobertas mais desesperado fica o ser humano, tempo virou dinheiro, seres humanos viraram números empatia deixou de existir o pior é que temos o poder de piorar os outros e não de mudalas, somos refém de técnologia que tem o poder de separar famílias se foi o tempo onde a palavra valia mais que um papel assinado.
Bom dia Helderson, suas palavras resumem o dia de hoje, mas sempre acredito que os bons nunca serão extintos e aliás eles são a maioria. Obrigado pelas considerações.